sexta-feira, outubro 27, 2006

A Lei de Knight

Este artigo foi publicado na revista Ministry há algum tempo e já fazia parte do meu arquivo, quando fiquei positivamente surpreso com a publicação do mesmo na revista Ministério (em português). George Knight é um dos maiores pensadores da Igreja hoje e acho que você vai concordar comigo...

O mundo é cheio de leis físicas e sociais. Diante disso, resolvi tentar desenvolver algum pensamento crítico e sagacidade particular. O resultado foi a “lei de Knight”, com dois corolários para líderes. Em termos simples, essa lei diz o seguinte: “É impossível chegar ao seu destino, a menos que você saiba para onde está indo.” Primeiro corolário: Os líderes que não sabem para onde vão estão perdidos. Segundo: Líderes que estão perdidos, freqüentemente confundem movimento com progresso.

Comecemos a discussão com o segundo corolário. Para quem está integrado ao sistema adventista por muitos anos, é muito fácil confundir movimento com progresso, e é mais fácil ainda confundir estatísticas com êxito. Devo admitir que as estatísticas são impressivas e até inspiradoras. De aproximadamente um milhão de membros quando fui batizado, em 1961, a Igreja possui hoje cerca de 15 milhões.

Sim, as estatísticas são impressivas, mas precisamos lembrar que elas não são um fim em si mesmas. Talvez seu verdadeiro significado resida não tanto no que a Igreja tem feito, mas no que elas nos dizem que ainda precisamos fazer.

Ademais, quando comparados com os mais de seis bilhões de habitantes do mundo, os quase 15 milhões de adventistas não parecem ser muitos. Se são 15, 30 ou 100 milhões, esses números podem significar falha, não sucesso.

O problema que é a base para todos os outros problemas e desafios do adventismo é que a Igreja ainda está na Terra e não no Céu.

Nunca deveríamos confundir o entusiasmo pelo crescimento de uma Igreja na Terra com o alvo real de chegar ao reino celestial. Assim, embora as estatísticas tenham seu propósito e seu lugar, elas não mostram o que a Igreja deve ser. Representam meios para um fim, mas não devem ser consideradas o fim em si mesmas. Novamente, é bom lembrar que o movimento não é, necessariamente, progresso. Em nossas atividades diárias, necessitamos ter em mente esse pensamento. Um dos pecados mortais da administração é igualar a genuíno progresso o preenchimento de relatórios, elaboração de projetos, planejamento de campanhas e levantamento de fundos.

A má notícia é que podemos estar gerando apenas movimento. Como um garoto cavalgando seu cavalinho de madeira, podemos estar muito ativos, fazendo muito movimento, mas sem avançar para o nosso alvo principal. Não devemos perder a visão e os alvos que nos fazem adventistas do sétimo dia. Agindo assim, ficaremos perdidos, embora altissonante e entusiasticamente proclamemos que temos a verdadeira resposta para as indagações humanas. Aqueles que têm caído na armadilha desse segundo corolário representam um exemplo clássico do cego guiando outro cego.

Por George R. Knight
Professor de História da Igreja na Universidade Andrews, Estados Unidos.
Na íntegra:
http://www.igrejaadventista.org.br/revistaministerio/ND_2005/missao.asp

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