sábado, março 07, 2009

Crescimento da IASD na Região Euro-África

O crescimento da Igreja na região da Euro-África está estagnado, dizem líderes da Igreja. A região, que rodeia o Mar Mediterrâneo, é onde vivem cerca de 176.000 adventistas em meio a uma população de 600 milhões, ou cerca de um membro da Igreja para cada 3.356 pessoas.

Líderes regionais nas reuniões de fim de ano, realizadas na França, discutiram por que o secularismo e o pós-modernismo são obstáculos para o crescimento. Um estudo sobre a juventude adventista na região revelou desafios semelhantes, mas também que muitos deles estão se voluntariando para serviço, tanto no país quanto fora.

A região reflete uma membresia móvel. Por exemplo, metade dos membros da Igreja na Espanha originalmente procede da Romênia. A região Euro-África também apresenta oportunidades para alcance maior de outras fés -- a região abrange cerca de 50 milhões de muçulmanos, dizem líderes da Igreja.

Bruno Vertallier, presidente da região eclesiástica Euro-África respondeu algumas perguntas logo após as reuniões de fim de ano. Alguns trechos da entrevista com ele:

Rede Adventista de Notícias: Que tipo de ambiente de adoração a Igreja deve criar na sua região?

Bruno Vertallier: É o papel da Igreja oferecer um bom suporte espiritual de um modo que as pessoas sejam capazes de fazer experiências positivas e encontrar o seu lugar na Igreja.

RAN: Quais são algumas coisas do estudo sobre a juventude que o preocuparam?

Vertallier: Os jovens estão lendo a Bíblia cada vez menos mas parece que lêem menos livros em geral. O seu interesse está mais orientado aos novos meios de comunicação, como a Internet. Por isso, seria apropriado ter sites onde a Bíblia é apresentada de um modo mais atraente.

RAN: Quais são algumas de suas metas para a Igreja:

Vertallier: Missões é uma meta prioritária da Euro-África. Ter a oportunidade de acessar televisão num canal regular pela ASTRA para a nossa região é uma grande janela aberta para nossos territórios e para a Janela 10/40. A nossa meta deve ser multiplicar formas pelas quais possamos ser capazes de estender a mão às minorias, bem como aos nativos. Deus está concedendo maravilhosas oportunidades e queremos responder de um modo dinâmico.

RAN: Quais são alguns dos desafios que Igreja enfrenta na sua região?

Vertallier: O secularismo é [o maior] mas mediante a metodologia dos pequenos grupos podemos dizer que temos sido abençoados e cada vez mais congregações locais são incentivadas a seguir esse modelo. A Europa é também um mosaico [de culturas] e as igrejas são [orientadas] acolher bem outras culturas. Somos confrontados pela mesma realidade que na comunidade mas temos certeza de que o Senhor dará a todos um coração para misturar-se e descobrir quão bonito é trabalhar e compartilhar o Evangelho eterno com amor fraternal.

RAN: Por que a Itália e a Espanha são as áreas de crescimento mais rápido da Igreja na sua região?

Vertallier: A Espanha e a Itália tiveram incentivos para o seu crescimento. Esta é uma grande recompensa nos nossos campos aqui na Euro-África porque mostra que quando o evangelismo é feito intencionalmente pode trazer sucesso. Ambos os países implementaram a estratégia dos pequenos grupos e em alguns lugares os frutos foram dados pelo Senhor. Por exemplo, na Espanha tiveram mais de 500 batismo dentro de um período de sete meses.

RAN: As matrículas estão crescendo tanto na Universidade Adventista de Saleve [na França] e em Friedensau [Universidade Adventista na Alemanha]. O que contribui para esse progresso?

Vertallier: Demos crédito ao nosso Senhor por este bom resultado. Os programas bilíngües em Friedensau e uma nova equipe dinâmica em Saleve podem ser parte da resposta. No próximo ano veremos se a tendência acelera e analisaremos as razões com dados mais claros.

RAN: Alguns dirigentes da Igreja dizem que a Igreja na sua região parece não ter sido afetada pelo declínio econômico global tanto como em algumas outras áreas. Por que pensa que isto se dá?

Vertallier: A Europa tem uma longa tradição de poupar. Isto não significa que não temos nenhum problema nos nossos países. Alguns foram afetados mais do que outros. O desemprego não afetou os nossos membros de Igreja do mesmo modo como na sociedade em geral. O alto nível educacional da nossa gente pode ter protegido muitos deles na manutenção dos seus empregos. A fidelidade em apoiar a Igreja é também um milagre do nosso Deus.

RAN: O irmão mencionou antes que houve um aumento em voluntarismo de parte da juventude. O que o faz pensar que despertou esse interesse?

Vertallier: Ainda precisamos de mais voluntários mas é muito alentador ver que tantos querem ter uma experiência com o Senhor no serviço à Igreja aqui ou no ultramar. Eles nunca verão a
Igreja do modo como costumavam vê-la antes. A Igreja se tornará mais significativa para eles e a experiência será um grande adicional a suas vidas.

Ansel Oliver/ANN

quarta-feira, novembro 05, 2008

Nisto Cremos: O Crescimento da Igreja

Na página 285, do livro Nisto Cremos, um subtítulo interessante chama a atenção: O Crescimento da Igreja. O assunto do contexto? Dons espirituais.

"Na terceira e última exposição que Paulo faz dos dons, insiste em que os crentes andem de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efés. 4:1-3).


Os dons espirituais contribuem para acalentar a unidade que leva ao crescimento da Igreja. Cada um dos crentes recebeu “graça... segundo a proporção do dom de Cristo” (verso 7).

O próprio Cristo “concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (versos 11-13).

Aqueles que recebem os dons espirituais devem servir especialmente o grupo de crentes, treinando-os para os vários tipos de ministérios, de acordo com os dons recebidos. Isso faz a Igreja amadurecer, levando-a à plena estatura de Cristo.

Esses ministérios incrementam a estabilidade espiritual da Igreja, fortalecendo suas defesas contra as falsas doutrinas, de modo que os crentes não mais são como meninos, “agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é o cabeça, Cristo” (versos 14 e 15).

Finalmente, em Cristo, os dons espirituais desenvolvem a unidade e prosperidade da Igreja. “De quem [Cristo] todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (verso 16).

Para que a Igreja possa experimentar o crescimento almejado por Deus, cada membro deve usar os dons da graça que Ele supre. Como resultado, a Igreja vive um duplo crescimento – em número de membros e no incremento dos dons individuais. Uma vez mais, o amor faz parte do chamado, pois a Igreja consegue alcançar essa edificação e crescimento tãosomente quando utiliza os dons em amor.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Mais de 1 Milhão de Novos Membros

Pelo quinto ano consecutivo a Igreja Adventista recebe mais de um milhão de novos membros, de acordo com o relatório estatístico anual.

Em média 2.800 pessoas se juntaram à Igreja por dia, fazendo o número total de membros chegar em 15.780.719. Um adventista para cada 425 pessoas no planeta. Em 1980, a relação era de um para cada 1.268.

Os números deste ano refletem uma auditoria da Divisão Sul Americana que resultou num declínio de mais de 300 mil membros. Entre 2003 e 2005, a Divisão Southern Asia-Pacific também perdeu 400.000 membros em auditorias. Matthew Bediako espera que outras duas regiões do mundo conduzam auditorias similares.

Os padrões de crescimento da igreja indicam que a maior parte do crescimento aconteceu em sociedades não-ocidentais. Cerca de 89 por cento ocorreu em seis das 13 regiões do mundo: América do Sul, América Central, East-Central Africa, South Africa-Indian Ocean, Southern Asia e Southern Asia-Pacific. A África e a América Latina são os continentes onde residem cerca de 70% dos membros da igreja. Ainda, 18% residem na Ásia, 7% na América do Norte e 5% na Europa e Oceania.

Mais de 2.800 missionários voluntários têm servido nas diferentes regiões do mundo.

Dados extraídos da Adventist News Network.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Uma Cultura Adventista de Inovação

A palavra "inovação" ainda é recebida com um certo preconceito no meio adventista. Portanto, eis aqui uma notícia de uma iniciativa das mais interessantes e inovadoras.


Raj Attiken deseja idéias. Quanto mais fora do convencional, melhor. O líder adventista do sétimo dia em Ohio está apelando a uma "cultura de inovação" dentro da Igreja que incentive e aplauda formas relevantes e eficazes de promover cultos e trabalho evangelístico.


Attiken se preocupa de que quando os membros se tornam "tão absorvidos em preservar a tradição e proteger a verdade" podem facilmente "avançar mais e mais para a inação e irrelevância". Attiken e a Igreja em Ohio mantêm um grupo de pessoas e organizações, intitulado Parceiros na Inovação -- que propicia apoio e recursos para inovadores.

Attiken declara que os inovadores "muitas vezes terminam saindo
da Igreja Adventista porque crêem que não podem correr riscos".

Quando a Igreja não é um "lugar seguro para se correr riscos para Deus" torna-se "desgastada e estagnada", diz ele, algo que espera que a conferência ajude a mudar. "Você não devia sentir que precisa sair da Igreja para tentar algo ousado para Deus". As metas da conferência são "os membros desejosos de esticar seus pescoços" e que representam menos de 2,5 por cento da Igreja, diz Attiken, apoiando a teoria de Difusão de Inovações.


"Não esperamos que todos venham a bordo de imediato, e isso está bem", ele diz. "Mas não podemos nos conformar em só fazer o que sempre temos feito". É isso que membros da Igreja Adventista de Madison, no Tennessee, concluiu em 2006 quando decidiram manter suas portas abertas sete dias da semana, não apenas por umas poucas horas no sábado. Começaram a oferecer à comunidade de Madison apoio para saúde, aulas de inglês como segunda língua, e um programa "Adote um Avô", e festas de aniversário para crianças locais de orfanatos, entre outros projetos.


Attiken não está querendo promover uma forma irreconhecível de adventismo, nem deseja alienar membros mais tradicionalistas.

"O adventismo é suficientemente forte e dinâmico para todos. Não temos todos que ser inovadores, mas tampouco devemos sufocar nossos inovadores". "Temos que nos lembrar que toda idéia tradicional foi outrora uma inovação",
declara Dave Gemmel, diretor-associado do CRC.



Para ter mais informações e registro na Conferência Sobre Inovação, visite www.sdapartnersininnovation.org.


3 de outubro de 2008, Mount Vernon, Ohio, Estados Unidos, Elizabeth Lechleitner/ANN

quinta-feira, outubro 09, 2008

Violência Contra Adventistas na Índia

Dirigentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Índia relataram que pelo menos 27 adventistas foram mortos em vista da brutalidade anticristã que se desenvolveu na região oriental indiana de Orissa, no final de agosto. Tais líderes disseram que ocorrem ainda distúrbios violentos na área, a despeito de forças policiais patrulharem o Estado.

Choudampalli John, presidente da Igreja Adventista no oriente da Índia, relatou que não teve permissão de entrar nas áreas onde ocorreu a violência extremista. John também disse que alguns adventistas ainda estão em esconderijos nas selvas por temerem retribuição de outros refugiados em acampamentos do governo.

Outros líderes fizeram comentários sobre a gravidade da situação. Paka Jesurathnam, dirigente adventista em Orissa, relatou que milhares de casas e três dúzias de templos adventistas foram possivelmente destruídos ou vandalizados. "Avaliar a real perda de vidas e propriedades ... residências e locais de culto é impossível exatamente agora", declarou Jesurathnam. "Ouvir ... relatos pessoas fazem nossos nervos doerem e nosso sangue secar".

O Primeiro Ministro da Índia condenou a violência chamando-a uma "desgraça nacional", segundo reportagem publicada. Possivelmente, segundo se calcula, uns 50.000 cristãos da região de Kandhamal, no Estado de Orissa, estão espalhados pelos sete acampamentos de refugiados dirigidos pelo governo e pela selva circundante, relatou a agência noticiosa Ecumenical News International.

Extremistas hindus foram acusados de decapitar um pastor adventista em agosto. Samuel Naik, pastor da Igreja Adventista de Phulwani, e sua mãe foram mortos durante a violência anticristã que dominou aquela região da Índia. Dirigentes da Igreja relataram que a esposa de Naik, que anteriormente se noticiou como tendo cometido suicídio, está ainda viva. A onda de violência ocorreu após atacantes não-identificados matarem um líder religioso hindu e quatro outras pessoas. Os hindus estão acusando os cristãos pelas mortes, enquanto o governo indiano atribui o ocorrido a rebeldes maoístas.

29 de setembro de 2008, Orissa, Índia, Megan Brauner/ANN

Veja fotos impressionantes da perseguição na Índia.

quarta-feira, julho 30, 2008

O Crescimento no Deserto


É uma terra de sol, areia, camelos e palmeiras, como alguém imaginaria os desertos da Arábia. Mas os Emirados Árabes Unidos trazem muitas surpresas: uma infra-estrutura moderna, arranha-céus de vidro, BMWs e xeiques que sabiamente permitem que os cristãos pratiquem a sua fé.

Vim ensinar inglês em 1997, esperando encontrar uma meia dúzia de adventistas e algum lugar conveniente onde pudesse adorar a Deus. Ao invés disso, encontrei shoppings, rodovias, parques e gente de todos os lugares do mundo: árabes, iranianos, indianos, ingleses, americanos e muitos outros.

Para a minha surpresa, passando por um website de Dubai, descobri uma lista de denominações cristãs, incluindo a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Liguei para o pastor Steve Brown, que me informou sobre a presença de cerca de 100 adventistas.

Rica em nacionalidades a Igreja Adventista se reúne em um prédio onde outras denominações também têm o seu culto. O pastor, originalmente da Jamaica, tem um estilo animado de pregar. O local é simples, com a presença de um púlpito pequeno um piano antigo e cadeiras que são empilhadas semanalmente. No entanto, em 1995, não havia se quer uma igreja adventista lá.

Nos anos 1980, uma indiana adventista, Esther Gallyot, e sua filha Pam, faziam o culto em seu apartamento, quando, um dia, um colega de trabalho a convidou para beber café no intervalo. Ao revelar ser uma adventista, descobriu que a irmã dele também era.

Patrick Kumar e sua irmã passaram a fazer o culto de sexta à noite juntos com Esther e Pam. E a mesma coisa no sábado pela manhã. Na mesma época, Esther ficou sabendo de um grupo de enfermeiras filipinas que também tinham o seu pequeno grupo. Então apareceu Gloria, que estava chegando no país para dar aulas em escolas do governo, cujo esposo, Reef, era adventista.

Em 1987, os 30 adventistas que se reuniam no apartamento de Esther formaram o primeiro pequeno grupo organizado dos Emirados, pela Middle East Union. Em 1989, o grupo tornou-se uma igreja organizada e continuou se desenvolvendo até a chegada do atual pastor Brown.

A igreja, promove vários ministérios, incluindo um ativo ministério da música. O coral da igreja tem sido convidado a participar nos shoppings e convenções com músicas natalinas. O departamento de assistência social também tem sido ativo em enviar roupas e comida para lugares como Kosovo e Sudão.

Além das dificuldades naturais para o crescimento, uma nova lei que força todas as escolas a observarem o final de semana de quinta e sexta-feira tem sido mais um empecilho. Apesar disso, os membros continuam confiantes em relação ao futuro, ao se defrontarem com uma tarefa desafiadora: crescer como indivíduos e como comunidade de adventistas, e suprir as necessidades de cristãos e muçulmanos.

Leia o artigo de Scott Sutton na íntegra, aqui.

sexta-feira, abril 11, 2008

Que a Comunidade Seja o Púlpito

Não confinem a espiritualidade aos bancos da igreja, disse o presidente mundial da Igreja Adventista, Jan Paulsen, a um grupo de dirigentes denominacionais ontem durante comentários que visavam a inspirar mais envolvimento comunitário deliberado pelos adventistas que -- a despeito de recentes ligeiras melhorias -- ainda têm pouca atuação além do púlpito, segundo oficiais da Igreja.

A conduta dos membros da Igreja dentro da comunidade é uma "confirmação ou negação de nossa fé", declarou Paulsen, acrescentando que "o silêncio pode ser uma falha de mesma proporção quanto a se falar palavras erradas".

"A fé que possuímos não é mais bem explicada por acadêmicos ou teólogos. Nossa fé encontra sua expressão mais vigorosa nas palavras e ações do dia-a-dia dos crentes em suas comunidades", comentou Paulsen. "Desejamos que o público nos conheça", ele disse."Há momentos em que você deve dar um passo atrás e considerar como a sua vida é percebida pelos olhos de alguém que não compartilha a sua fé", disse Paulsen.

"Como deseja que seja a percepção de tal pessoa?", ele perguntou, sugerindo várias características que os adventistas deveriam buscar manter -- entre elas compaixão, tolerância, respeito e generosidade.

Ele citou esforços da Igreja em promover liberdade religiosa por todo o mundo, e acrescentou: "desejo que o público pense nos adventistas como os mais fortes defensores da liberdade -- liberdade para pensar, liberdade para manter convicções e liberdade de comunicá-las".Das convicções mantidas pelos adventistas, Paulsen declarou que o compromisso da Igreja com educação e viver saudável são as duas formas em que os adventistas podem influenciar a esfera pública por oferecer algo relevante, antes que algo que causa divisões.

Durante a discussão que se seguiu aos comentários de Paulsen, outros dirigentes da Igreja fizeram observações semelhantes. "Tem havido ocasiões no passado em que a única ocasião em que o público nos via era quando estávamos pedindo donativos ou tentando convertê-los", disse Gary Krause, diretor do Escritório da Missão Adventista. "Penso que devemos sempre ter essa ambição de conduzir as pessoas a Jesus, mas a menos que estas percebam que nos preocupamos com o seu bem-estar mesmo que nunca se decidam tornar-se adventistas, nunca seremos vistos como uma Igreja que revela tal interesse pelas pessoas".

"Desejo que os adventistas sejam conhecidos como pessoas honestas que ensinam e praticam a moralidade, pessoas com os mais elevados padrões éticos, pessoas que falam contra a ambição e contra atitudes manipuladoras que causam tanto mal à sociedade", acrescentou ele.

March 28, 2008 Silver Spring, Maryland, United StatesElizabeth Lechleitner/ANN

Planejamento Inteligente e Objetivo

A fim de fazer frente à missão inconclusa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, oficiais denominacionais votaram ontem no Concílio de Primavera, desenvolver planos criativos e financeiramente responsáveis para alcançar povos e grupos não atingidos em seus respectivos territórios.

Os delegados do Concílio de Primavera refletiram num relatório de 6 de abril sobre o "espantoso" escopo do trabalho que espera a Igreja. Desde que a denominação estabeleceu o que agora e conhecido como Escritório de Missão Adventista, os adventistas estão operando em 19 novos países. Contudo, a Igreja não tem qualquer trabalho organizado em 26 nações, incluindo o Afeganistão e a Somália.

Em 2006, enquanto a população mundial -- agora com 6,5 bilhões de pessoas -- cresceu em 95 milhões, apenas 1 milhão de pessoas se uniu à Igreja Adventista do Sétimo Dia. E há 2,1 bilhões de pessoas mais que não foram alcançadas no mundo hoje do que em 1990, quando foi organizada a Missão Global.

"Nosso Deus se especializa em realizar o impossível", declarou Homer Trecartin, diretor de planejamento para o Escritório Adventista de Missões, a nível mundial. Trecartin citou dezenas de estatísticas "animadoras" -- nas últimas duas décadas, por exemplo, a população adventista no Cambodia subiu de zero para 8.000, e aproximadamente um de cada 12 jamaicanos é um adventista.Contudo, os dados na Arábia Saudita são muito menos encorajadores, disse Trecartin, sugerindo que enquanto pessoas com cosmovisão cristã têm historicamente achado o adventismo relevante, a Igreja deve realizar um trabalho muito melhor nos contatos com muçulmanos, judeus, budistas, hindus e outros grupos confessionais com diferentes pontos de referência, disse ele.

Talvez fazer amizade com vizinhos e colegas de trabalho de diferentes fés fosse tão crucial quanto enviar missionários para países em grande medida não-alcançados, disse ele fazendo referência a estatísticas que indicam que quase 80 por cento dos hindus na América do Norte "não conhecem um só cristão a quem possam considerar um amigo".

Tal iniciativa local poderia ter a mesma eficácia, declarou Trecartin, e "mais muçulmanos vivem nos Reino Unido do que no Kuait"."Se não conseguimos conhecê-los onde vivemos, como jamais poderemos levar [a mensagem da Igreja] para os países dos quais procedem," ele indaga. "Precisamos desesperadamente fazer mais nas regiões difíceis, mas como podemos esperar ser eficazes se ainda estamos tropeçando nos lugares seguros?"Os meios de comunicação, como a Rádio Mundial Adventista, sobre a qual a Igreja depende para alcançar locais difíceis, não pode relaxar os seus esforços mais do que qualquer membro da Igreja, limitando-se a círculos sobretudo cristãos, declarou Trecartin. A programação da RMA está disponível em 70 das 13.540 línguas do mundo.

Outros empenhos evangelísticos de demais rádios adventistas trazem o total para 108, mas "para 95 por cento das línguas mundiais, temos que esperar que aqueles que as falam também falem outras línguas. Se não for assim, não os estamos alcançando", ele disse.Semelhantemente, somente um décimo de um por cento dos principais grupos lingüísticos no mundo possui uma Bíblia eu sua língua. "Se somos o povo da Bíblia, o que estamos fazendo?" pergunta Trecartin.
"Não estamos falando sobre pessoas analfabetas aqui; estamos falando sobre pessoas que lêem e escrevem, mas não possuem senão uma porção da Bíblia em suas línguas. Se não puderem ler noutra língua, não podemos compartilhar a Palavra de Deus com tais pessoas".

Mark Finley, um dos vice-presidentes da Igreja, disse que a despeito de algumas estatísticas desanimadoras, os adventistas não devem chegar à conclusão de que a conclusão da obra da Igreja é impossível ou apenas redobrar os esforços superará o desafio? "a primeira [reação] nos leva ao desespero; a segunda nos leva à exaustão física, emocional e espiritual".

Antes, o relatório deveria despertar "reflexão mais cuidadosa, objetiva e estratégica" entre os dirigentes da Igreja. Finley também sugeriu que um reenfoque sobre Deus e missão conduziria os líderes da Igreja a "reajustar as finanças e renovar a prioridade da Igreja sobre missão".

Delbert W. Baker, reitor da Universidade Oakwood, em Huntsville, Alabama, mais tarde disse que estava grato de que os oficiais da Igreja estavam encarando o desafio de missões. "É fácil se empenhar nos negócios da Igreja", disse ele, "mas creio que as missões representam o seu coração. Fomos confrontados com a impossibilidade da tarefa e ao mesmo tempo, a necessidade de encontrar alguma maneira -- numa forma criativa -- de fazer frente a esse imenso objetivo".

O ponto fundamental, declarou Michael L. Ryan, um dos vice-presidentes da Igreja, "é que amanhã quando sairmos desta reunião, temos o mundo todo ao qual testemunhar".

April 8, 2008 Berrien Springs, Michigan, United StatesElizabeth Lechleitner/ANN

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Igreja Adventista na Coréia do Sul celebra uma década

No dia 1º de novembro, a Igreja Adventista na região da Ásia-Pacífico Norte comemorou o seu 10º aniversário com uma solenidade realizada na sede regional em Gyeonggi-do, Goyang Ilsan, na Coréia. “O objetivo de se criar a região da Ásia-Pacífico Norte foi promover meios mais eficazes para alcançar os 1,55 milhão de habitantes no Nordeste da Ásia”, declarou o presidente da Igreja, Jairyong Lee.

O território atual dessa região compreende o Japão, a Mongólia e a China – inclusive Hong Kong e Macao, como Regiões Administrativas Especiais – Coréia do Norte, e Coréia do Sul. A mensagem adventista foi levada pela primeira vez à região em 1888, quando Abram La Rue, com 66 anos, viajou da Califórnia até lá para distribuir a literatura adventista na China e no Japão. A administração anterior da região Pacífico-Asiática tinha sua sede em Singapura.

Atualmente, mais de 562 mil adventistas reúnem-se em mais de 1.780 igrejas na região da Ásia-Pacífico Norte.

Holanda: O crescimento da Igreja adapta-se a um país multicultural

O número de adventistas na Holanda aumentou cinco por cento durante os últimos cinco anos, mais em batismos que pela imigração.

Durante as reuniões da comissão executiva, os líderes da Igreja Adventista aprovaram um documento sobre a unidade e a diversidade da Igreja na Holanda. O documento apresenta diretrizes para promover um diálogo construtivo em meio à diversidade de tantos pontos teológicos e éticos. “Os cinco mil adventistas na Holanda estão se tornando uma comunidade cada vez mais multicultural e multiétnica”, declarou o presidente da Igreja, que está sendo chamado para outro local, pastor Reinder Bruinsma.

A liderança da Igreja tem advogado uma abordagem proativa para atender aos desafios e tem reconhecido as grandes possibilidades de crescimento entre os indígenas e imigrantes já integrados. Um pastor em Hague, Wim Altink, foi eleito o presidente em substituição a Bruinsma.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Meios de Comunicação e treinamento são a chave para o crescimento da Igreja

Silver Spring, Maryland, EUA... [ASN] Segundo informa o relatório apresentado no dia 13 de outubro, na sede mundial da Igreja, em Silver Spring, Maryland, EUA, os adventistas voluntários, pastores, profissionais da área médica, colportores (evangelistas que divulgam a literatura publicada pela Igreja), estão falando ao mundo a respeito de Jesus por meio das casas editoras, Internet, rádio e televisão.

Nesse relatório sobre a iniciativa “Diga ao Mundo”, os líderes informaram como um planejamento cuidadoso, oração e treinamento dos fiéis tornam-se a chave para pregar a mensagem.

“A missão não é apenas um departamento, é um estilo de vida”, disse o secretário associado da Associação Ministerial da sede mundial da Igreja, pastor Jonas Arrais. “Assim, todos poderiam e deveriam envolver-se no evangelismo”.

Esse foi o alvo quando a igreja reformulou sua visão para alcançar outros com a iniciativa “Diga Ao Mundo”, em 2005. A Igreja Adventista agora está mantendo seu foco no desenvolvimento das sete áreas do ministério.
Essas áreas abrangem: crescimento espiritual, envolvimento comunitário, testemunho pessoal, evangelismo nas cidades, implantação de novas igrejas, programas evangelísticos e ministério da mídia.

“A tendência mais significativa na mídia é a convergência dos meios”, disse o presidente da Rádio Mundial Adventista, Ben Schoun. Isso se vê refletido na igreja onde a promoção cruzada entre a literatura, televisão e Internet está em operação.


Os métodos diferem em todo o mundo. Schoun falou ainda a respeito de um ministério do rádio, utilizando a bicicleta, que é responsável por 6.400 batismos na Índia. Sem dúvida, o toque pessoal e as formas já testadas têm provado serem eficazes em alcançar as pessoas também, afirmaram alguns líderes.

Finalmente, um dos vice-presidentes da Igreja mundial, pastor Mark Finley, informou que embora a Igreja já tenha 65 mil congregações, está empenhada em agregar mais de 20 mil novas igrejas no período de 2005 a 2010.

Os relatórios da iniciativa “Diga ao Mundo” podem ser acessados no endereço:
http://news.adventist.org/specials/2007/annual-council/index.html. [Equipe ASN/ANN - Taashi Rowe]

Líder sul-americano desafia Igreja a envolver-se com a Missão Global

Brasília, DF... [ASN] No dia 7 de novembro, durante as reuniões da Comissão Diretiva da Igreja Adventista para a América do Sul, o líder sul-americano, pastor Erton Köhler fez um desafio para toda a igreja.

Segundo ele, “temos grandes cidades com mais de um milhão de habitantes nas quais precisamos avançar e crescer na proclamação do evangelho”. Além disso, existem no território sul-americano centenas de pequenos municípios que ainda não foram alcançados.

A liderança da Igreja sinalizou que os desafios na área de Missão Global, daqui para frente, são: mapeamento da situação em cada cidade; preparação de um projeto para conquista dos municípios ou grupos populacionais sem presença adventista; que cada instituição da Igreja adote uma prioridade de Missão Global; desenvolvimento de projetos mais agressivos para as grandes cidades.

“Temos que sonhar com atividades mais agressivas e criar estratégias para alcançar as grandes cidades” afirmou o pastor Köhler.

quarta-feira, outubro 17, 2007

A Igreja Experimenta o Mais Alto Crescimento de Membros

Durante o seu relatório anual, o secretário da Igreja Adventista a nível mundial, Matthew A. Bediako, declarou que o crescimento positivo da Igreja não deveria seduzir os membros da Igreja à complacência. "Este é tempo para estarmos mais alertas e ativos do que nunca", ele disse perante os delegados ao Concílio Anual, em 14 de outubro

Bert Haloviak, que dirige o Escritório de Arquivos e Estatísticas da denominação, declarou que o índice de crescimento deste ano--4,62 por cento--é o mais elevado desde o anos 2002/03, quando a Igreja começou a fazer auditoria nos registros de membros.Cada adventistas do sétimo dia--que cultua a Deus do Azerbaijão à Nova Zelândia--faz companhia agora a 15.443.470 membros de uma denominação protestante global, disse o secretário mundial da Igreja Adventista, Matthew A. Bediako, a 300 delegados ao reunidos na sede da Igreja para o seu Concílio Anual, em 14 de outubro.

Mais de 1 milhão desses membros uniram-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia entre julho de 2006 e junho de 2007, tornando esse o quinto consecutivo a apresentar essa resposta mensurável à mensagem adventista, declarou Bediako.

Oficiais da Igreja estimam que quase 3.000 pessoas unem-se à Igreja cada dia, significando que há agora um adventista para cada 429 pessoas ao redor do globo.

Desde que os oficiais da Igreja solicitaram uma detalhada auditoria por cada uma das 13 regiões administrativas mundiais da Igreja no ano 2.000, a perda de membros tem afetado o crescimento da Igreja. Para cada 100 novos membros, em 2006, a Igreja perdeu 45, relatou Bediako. Revertendo a desanimadora tendência de retenção de membros, o índice de retenção deste ano é uma "salutar" média de 76 por cento, disse Bediako. "Para cada 100 membros que se unem à Igreja este ano, 24, em vez de 45, preferem abandoná-la--"uma mudança admirável", comentou. Uma vez seja calculada a proporção de ganhos e perdas, a Igreja Adventista teve um crescimento líquido de 681.448 membros.

"Não podemos cantar a doxologia até que eliminemos de nossos gráficos a coluna de 'perdidos e ausentes'", falou ele aos delegados.

. Entre um número de programas e iniciativas apresentadas durante o relatório do secretário destacou-se His Hands [Suas Mãos]. Sob esse programa--essencialmente uma troca de missionários--as igrejas participantes escolhem um projeto missionário e selecionam um membro da igreja para servir ali como missionário. Em retorno, eles recebem voluntários de tempo integral de His Hands para ajudar em suas congregações. Desde o seu lançamento no Concílio Anual do ano passado, His Hands tem resultado num significativo número de batismos, disse Vernon Parmenter, diretor do Centro de Voluntarismo Adventista.

domingo, agosto 26, 2007

Problemas de um Outro Reino

Creative Ministry realizou um estudo que toca em um assunto bastante controverso, mas também bastante importante.

Somente 7% das igrejas adventistas americanas estão envolvidas em projetos comunitários ou sociais. Esse número é muito menor do que a porcentagem das demais igrejas nos Estados Unidos.

Cristãos teologicamente conservadores tendem a acreditar na assistência social ativa mediante disastres, fome e pobreza, mas sentem que os esforços para mudar as estruturas sociais que mantem esses problemas não fazem parte da missão de Cristo.

Considerando a história do movimento adventista, no entanto, é difícil explicar os resultados. Os pioneiros eram ativistas sociais profundamente envolvidos na defesa da abolição da escravatura e o movimento de temperança. Ellen White escreveu sobre a ajuda a desempregados, a proibição ao álcool, a oração pelos doentes, sem mencionar a exortação aos jovens para que não participassem da Guerra Civil.


Parte da explicação para essa mudança com o tempo, segundo as conclusões do estudo, é a predominância da classe média na Igreja, nos Estados Unidos. A classe média tende a preferir uma religião que evita assuntos públicos controversos.

Outra explicação é o fato de que os adventistas não foram bem sucedidos em comunicar quais os assuntos que são a favor e quais são contra.

O Manual da Igreja, curiosamente, inclui na lista de 14 padrões para a igreja, um que tem a ver com a justiça social (pág. 173).

Reflita com a sua igreja:

1. A sua igreja tem se envolvido em um projeto comunitário ou que envolva algum assunto social?

2. Quais problemas da comunidade hoje deveriam ser estudados à luz dos ensinamentos bíblicos?


3. Se a igreja for uma fonte moral na comunidade, em quais assuntos deveríamos nos posicionar?

terça-feira, julho 17, 2007

Retomada de Crescimento em Portugal

No dia 28 de junho, assegurando o seu comprometimento com a liberdade religiosa, o governador da Província de Açores, Carlos César, confirmou seu apoio em favor da igualdade para todas as religiões perante a lei, em uma reunião com o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Jan Paulsen. César disse que a Igreja é “altamente respeitada” pela comunidade.

“Não há muitas pessoas morando em Açores – onde vocês estão e onde Deus deseja que sejam Suas testemunhas”, disse Paulsen aos 55 adventistas reunidos. Dois dias depois, Paulsen falou a 3.500 pessoas de uma área rural em Portugal, próximo à capital, Lisboa, acompanhado do presidente da Igreja Adventista na Região Euro-Africana, pastor Ulrich Frikart.

“Não importa se são 50 ou 5 mil pessoas, pois cada um de nós é apenas um”, disse Paulsen. “Somos indivíduos únicos, sob o compromisso de viver para Deus e pela comunidade onde estamos”.

Paulsen disse que viu um sentimento de “celebração” unindo os fiéis. “Penso que esse é um fator dinâmico para as pessoas, particularmente das pequenas igrejas, ou aqueles que vivem em regiões mais isoladas”.

A Igreja Adventista está crescendo em Portugal, que conta atualmente com 95 igrejas e aproximadamente 8.900 adventistas do sétimo dia. Sendo que eram 8.300 adventistas há cinco anos, segundo os relatórios denominacionais. O crescimento no número de membros é ligeiramente superior ao crescimento da população. [ANN/Ansel Oliver]

sexta-feira, junho 08, 2007

Ministrando aos Ex-Membros

Mike Jones, que passou 16 anos fora da Igreja, ministra a ex-adventistas e sabe que muitas vezes, crentes novos e que retornam ao seio da Igreja encontram congregações menos do que amistosas os esperando. Mas em lugar de se queixar, ele lançou em 2003 a Operação Reconexão, um ministério que visa a trazer de volta membros que deixaram a Igreja.

Seu boletim trimestral, "Getting in Touch" [Mantendo contato] alcança cerca de 15.000 adventistas inativos ou que deixaram a Igreja.

Um estudo de 2006 pelo Concílio Sobre Evangelismo e Testemunho da Igreja Adventista oferece boas razões para a ênfase de Jones sobre a comunidade da Igreja.
Dá conta de que ex-adventistas muitas vezes citam uma falta de amizade entre as principais razões para terem deixado a Igreja.


Como muitos outros, Jones deixou a Igreja, não por razões ideológicas, mas por causa de relacionamentos. Quando divorciou-se da esposa em 1983, ele se preocupava que os sentimentos negativos dirigidos a ele poderiam refletir-se sobre a Igreja. "Não houve escândalo", explica Jones. "Apenas deu-se que foi um casamento que não deu certo e senti que seria melhor para a Igreja que eu saísse. Eu presumo que um bom número de irmãos na época concordou com isso".

Ele diz que o silêncio que enfrentou após ter saído certamente não contradisse seus pressupostos. "Eu nunca tive comunicação deles. Uma vez que parti, parti". Mais de uma década depois, um pastor adventista aposentado em Oregon instou com Jones para retornar à Igreja. "Minha primeira pergunta foi, 'para quê?' Eu amava o Senhor, tentava harmonizar minha vida com Seus princípios e observava o sábado. Por que devia retornar? [O pastor] me disse, 'Por que a Igreja precisa de você'. "Faça-me o favor", lembra-se Jones de ter reagido com uma gargalhada.

Juntamente com o boletim, Jones e sua esposa apresentam 'Seminários de Amizade' para ensinar os membros da Igreja a "como serem gentis". A Voz da Profecia oferece uma versão em vídeo de seus seminários através de seu Website.

"Se ao menos 25 por cento de nossos membros dissessem 'como vai', ou 'olá' a três pessoas cada sábado de manhã, especialmente àqueles que não conhecemos", diz Jones, "o fator amizade de nossas igrejas seria incrível".

"Se os membros podem aprender a desenvolver interesse, comunicar-se, convidar visitantes para almoçar, perguntar como vão as coisas, há muito que podem realizar para mudar de fato o tom das congregações numa maneira que a Igreja como um todo provavelmente não conseguiria".


June 5, 2007 Portland, Oregon, United States .... [Elizabeth Lechleitner/ANN]

quarta-feira, maio 16, 2007

Problemas de um Outro Reino

Creative Ministry realizou um estudo que toca em um assunto bastante controverso, mas também bastante importante.

Somente 7% das igrejas adventistas americanas estão envolvidas em projetos comunitários ou sociais. Esse número é muito menor do que a porcentagem das demais igrejas nos Estados Unidos.

Cristãos teologicamente conservadores tendem a acreditar na assistência social ativa mediante disastres, fome e pobreza, mas sentem que os esforços para mudar as estruturas sociais que mantem esses problemas não fazem parte da missão de Cristo.

Considerando a história do movimento adventista, no entanto, é difícil explicar os resultados. Os pioneiros eram ativistas sociais profundamente envolvidos na defesa da abolição da escravatura e o movimento de temperança. Ellen White escreveu sobre a ajuda a desempregados, a proibição ao álcool, a oração pelos doentes, sem mencionar a exortação aos jovens para que não participassem da Guerra Civil.


Parte da explicação para essa mudança com o tempo, segundo as conclusões do estudo, é a predominância da classe média na Igreja, nos Estados Unidos. A classe média tende a preferir uma religião que evita assuntos públicos controversos.

Outra explicação é o fato de que os adventistas não foram bem sucedidos em comunicar quais os assuntos que são a favor e quais são contra.

O Manual da Igreja, curiosamente, inclui na lista de 14 padrões para a igreja, um que tem a ver com a justiça social (pág. 173).

Reflita com a sua igreja:

1. A sua igreja tem se envolvido em um projeto comunitário ou que envolva algum assunto social?

2. Quais problemas da comunidade hoje deveriam ser estudados à luz dos ensinamentos bíblicos?


3. Se a igreja for uma fonte moral na comunidade, em quais assuntos deveríamos nos posicionar?

segunda-feira, abril 23, 2007

Zimbábue: Número de fiéis cresce aos milhares

Mwenezi, Zimbábue... [ASN] Convencer as pessoas de Mwenezi, no Zimbábue, de que o amor de Jesus pode mudar sua vidas não foi fácil. O número de adventistas locais não havia se alterado até recentemente. “Ao longo das duas décadas passadas, havia girado em torno de 273”, recorda Reginald Sibanda, o pastor local. “Isso foi até dois anos, quando a Igreja Adventista cresceu aos milhares. Hoje o número de fiéis em Mwenezi está em exatamente 21.256”, afirma Sibanda.

Os líderes da Igreja escolheram Mwenezi como um distrito-piloto para esse projeto que chamaram de “Eleve a Cristo –Diga ao Mundo". Além de fé, oração e estudo da Bíblia, as iniciativas do projeto também incluem evangelismo, boa mordomia e edificação de templos.

"Nós propositadamente selecionamos um distrito onde era difícil alcançar as pessoas”, declara o presidente da Igreja Adventista para a região África do Sul-Oceano Índico, pastor Paul Ratsara. "A escolha do distrito era muito importante de modo a que ninguém dissesse, 'sim, eles atuaram ali porque é fácil'. Começamos com um distrito assim para que quando funcionasse, pudéssemos repetir a experiência por toda a região."

"Treinamos os membros sobre como orar [porque isso era importante] para que pudessem passar um tempo com Deus", diz Sibanda, explicando o processo. "Nós nos dividimos em pequenos grupos e saímos para contatar a comunidade. Os grupos escolheriam o número de dias durante a semana em que visitariam as pessoas que dariam estudos bíblicos. Também encontraríamos oportunidades de fazer o bem [a nossos vizinhos] antes de iniciarmos o estudo da Bíblia. Compartilhávamos com eles, visitávamos os que estavam enfermos e os assistíamos em suas necessidades diárias."

Ratsara também acredita que esse método de evangelismo ajuda na conservação dos fiéis.

Ele relata que cerca de 92% dos que foram batizados na Igreja Adventista em
Mwenezi permaneceram na Igreja.

“O crescimento é rápido porque cada um, mesmo antes do batismo, já é um ganhador de almas. E quando você está envolvido, não irá deixar a Igreja. Esse tipo de evangelismo trata de qualidade e quantidade", afirma.

Sibanda, que nasceu numa família adventista, tomou a decisão de se tornar pastor quando tinha 21 anos de idade e logo em seguida começou a pregar em campanhas evangelísticas.

“Cerca de 60% dos fiéis são jovens”, relata Sibanda.

A igreja em Mwenezi continua a crescer. Há uma grande campanha evangelística uma vez ao ano, mas os adventistas lá prosseguem com os estudos bíblicos em pequenos grupos ao longo de todo o ano.

"Já estamos trabalhando na reprodução do que ocorreu em Mwenezi em toda a região", declara Ratsara. "Estamos orando para que uma explosão evangelística venha a ocorrer em todo o mundo." [ANN/Taashi Rowe]

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Igreja a Nível Mundial: Pastoreiem a Comunidade, Não Somente os Membros

Quando foi a última vez que a sua Igreja deu enfoque a problemas além de suas portas? Se não puder recordar, não estará sozinho. Há muitos outros que fazem muito pouco para aliviar o sofrimento daqueles que vivem em suas comunidades.

Segundo uma pesquisa de 2002 entre os adventistas, somente 29 por cento dos membros da Igreja estavam envolvidos em serviço comunitário.

Este número pode parecer surpreendente, uma vez que os adventistas têm fundado e hoje lideram várias organizações humanitárias. Tais organizações incluem a Agência Adventista de Desenvolvimento e Socorro de Emergência (ADRA), Serviços Comunitários Adventistas, Ministério Adventista Internacional de Assistência a Aidéticos e a Sociedade Dorcas.

Segundo
Dra. May-Ellen Colon, diretora-assistente do Departamento de Escola Sabatina/Ministérios Pessoais da sede mundial adventista, toda congregação adventista devia empenhar-se num ministério de base comunitária que crie uma igreja que seja indispensável ali.

"Precisamos de uma mudança de paradigma. . . . Os pastores deveriam pastorear a comunidade, não somente a Igreja", ela explica.


Monte Sahlin, vice-presidente de ministérios criativos na União Columbia nos EUA pensa que "o adventismo traz vícios dos anos 20 e 30 [quando a denominação decidiu dar enfoque principalmente ao evangelismo]. Os pioneiros da Igreja Adventista eram profundamente envolvidos em questões de injustiça e envolvimento social".

Colon fala em unificar o ministério social com o evangélico. Ela se refere aos escritos da pioneira e co-fundadora da denominação, a Sra. Ellen G. White, que chama a este tipo de ministério o Método Jesus Cristo--ao demostrar às pessoas preocupação com seus problemas físico, abrem-se portas para abordar também os seus problemas espirituais.

Monte Sahlin, que escreveu três livros sobre o tema, inclusive Ministries of Compassion [Ministérios de compaixão] e Understanding Your Community [Entendendo a sua comunidade], diz que não há como negar que "o envolvimento comunitário é absolutamente essencial para o crescimento da Igreja".

E acentua que "nesta época dos alimentos rápidos, resultados rápidos e batismos rápidos, esse tipo de ministério pode não conquistar conversões imediatas para o adventismo, mas precisamos trabalhar na comunidade como pessoas que desejam o bem dos outros--refletindo o amor de Jesus pela humanidade".

Reprodução parcial do boletim de 30 de janeiro de 2007 da ANN (Silver Spring, Maryland, Estados Unidos), por Taashi Rowe.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Batismo Recorde em Myanmar

Seis programas evangelísticos simultâneos entre 11 e 18 de novembro de 2006 resultaram em 903 batismos em Myanmar. Tudo foi organizado por leigos e líderes da igreja, juntamente com um tipo de apoio de 46 pessoas dos Estados Unidos e Coréia do Sul.

Para despertar o interesse para as reuniões com o tema "De Volta ao Éden", 80 ciclistas distribuiram cursos bíblicos de A Voz da Profecia para pessoas nas mais remotas vilas. O empreendimento resultou em quase 1.500 pessoas que receberam o certificado de conclusão
—ANN/AR.